Revista Amaluz: Página 53


Chlorella: A Joia do Oriente


Por Dr. Bernard Jensen


Nota de Euro Oscar: Dividi o texto em 2 partes, para este sítio.


Parte 1


Na minha pesquisa pelos segredos da saúde e da longa vida, eu tenho viajado por mais de 55 países. Cada lugar que visito, parece ter seu alimento próprio para "saúde" Nas montanhas do Himalaia, no Paquistão, eu permaneci com o rei de Hunza e retornei com conhecimento do PAINÇO, um dos melhores grãos para formação de um corpo forte e saudável. Eu encontrei o IOGURTE, o leite talhado, que o grande cientista Metchnikoff pesquisou como sendo uma das principais razões da saúde do povo Romeno. A joia da Turquia era a semente de GERGELIM, grande formador de glândulas saudáveis, ossos e dentes fortes. Também encontrei muitas outras joias de nutrição as quais eu detalhei em meus livros.

Todas essas joias, eu levei para os Estados Unidos para usá-las com meus pacientes no meu trabalho de saúde. As pessoas vinham de todas as partes do mundo a minha clínica em Escondido, na Califórnia chamada de Hidden Valley Health Ranch, para descansar e recuperar sua saúde, trazendo consigo uma grande variedade de doenças e de problemas de saúde. Aqui, eu podia oferecer um programa de nutrição balanceada com alimentos e complementos específicos. Descobri que a nutrição adequada juntamente com exercícios e várias terapias de todo o mundo, assim como ar fresco, banhos de sol, muito descanso, fazia um maravilhoso trabalho de trazer pessoas de volta à condição de boa saúde.

Depois de muitos anos de prática terapêutica nesta clínica, iniciada em 1950, durante uma visita a Palm Springs, eu ouvi meus amigos Art Hender Short e Dr. Leon DeSeblo falarem sobre um novo complemento para a saúde. Era uma alga comestível chamada Chlorella, de grande valor nutricional que crescia na Holanda, de forma natural durante os últimos 1800 anos e pesquisadas como não-alimentos até 1940, quando o Carnegie Institute interessou-se por ela.

Desde muito tempo, a Chlorella era pesquisada no Japão, onde seu valor foi logo reconhecido. Os japoneses receberam a "joia bruta", que foi tratada e polida revelando exuberante beleza. Em poucos anos, a Chlorella se tornou um dos mais populares complementos para a saúde em uso por milhões de pessoas.

Eu comecei a escutar histórias sobre os poderes de recuperação de saúde desta joia nutricional, tão valorizada no Oriente, mas que estava sendo completamente ignorada pelos Estados Unidos, já na década de 60. Eu me tornava cada vez mais interessado. A Chlorella poderia realmente curar úlceras? Desintoxicar o fígado? Promover a saúde do intestino? Diminuir a acidez e desenvolver uma melhor flora intestinal? Decidi descobrir por mim mesmo, apesar de possuir muitos outros alimentos e complementos maravilhosos para a saúde.


Do Oriente?

Bem, ela não era do Oriente.

Quando nós paramos e pensamos que quatro-quintos da superfície terrestre são cobertos de água, e que uma parte substancial do fornecimento dos alimentos mundiais é colhida dos mares, lagos e rios, não seria supresa que todo o potencial desde "canteiro de água" foi mal aproveitado.

Dentro ou próximo dos seres da água no planeta existem 25.000 espécies de algas, plantas elementares sem raízes, caules, troncos e folhas, exercendo todas as funções biológicas, incluindo reprodução a nível celular. As algas, normalmente contém clorofila e as algas verdes são os mais simples dos seres verdes vivos.

Como outras plantas clorofiladas, as algas convertem elementos químico inorgânicos em matéria orgânica usando a energia luminosa e a fotossíntese. Elas constituem o primeiro elo da série de organismos que formam a corrente de alimentos da Terra. Cientistas têm encontrado fósseis contendo Chlorella datado de mais de 2 bilhões de anos.

O Japão iniciou os experimentos com Chlorella em 1951 com o Dr. Hiroshi Tamiya, do Instituto Biológico de Tokugawa. Suas pesquisas foram patrocinadas pela fundação Rockfeller e pelo governo japonês. O Japão é pioneiro no desenvolvimento da tecnologia do cultivo, colheita e processamento da Chlorella em escala comercial.

Quando o potencial da Chlorella foi reconhecido, Alemanha, URSS, Israel, China e Inglaterra, juntos com o Japão e Estados Unidos ocuparam-se das pesquisas científicas.

Ambos os programas espaciais dos Estados Unidos e da URSS, tem pesquisado o duplo potencial da chlorella como um "alimento espacial" e um sistema de troca de oxigênio / dióxido de carbono (CO2).

O fato maravilhoso sobre a Chlorella é seu extraordinário poder, inerente a sua estrutura genética, que tem se conservado imutável por mais de 2 bilhões de anos.

A estrutura genética é responsável pelo seu alto valor nutritivo, fácil de ser cultivada e espantosa taxa de crescimento.

A Chlorella é uma pequeníssima micro-alga verde. E aproximadamente do tamanho de uma célula vermelha do sangue humano (hemácia).

Das quinze variedades encontradas pelo cientistas, a de maior valor nutricial é a Chlorella Pyrenoidosa com a composição mostrada abaixo (pôr cada 100 gramas).

UMIDADE:             4,6%;

PROTEÍNAS:       50,4%;

CARBOIDRATO: 23,3%;

LIPÍDIOS:              9,3%;

FIBRAS:                0,3%;

RESÍDUOS:          4,2%;

CALORIAS:       411.

Ela também contém vitaminas A, B1, B2, B6, C, E, K, ácido nicotínico, ácido pantogênico, ácido fólico, cálcio, magnésio, ferro, zinco, iodo, e a mais alta porcentagem de clorofila em plantas conhecida e um fator de crescimento que estimula a reparação tissular. Produtos com algas existem há muito tempo no mercado japonês de alimentos. No Japão, encontramos a Chlorella frequentemente misturada no chá, sopa, leite, sucos de frutas, talharim, massas, iogurte e outros alimentos...


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Fonte

Textos publicados originariamente na revista Amaluz, que há mais de dez anos não tem sido editada, embora fosse uma ótima publicação. Permitiram estas minhas republicações aqui, pelo que fico imensamente grato. Faço votos de que a estimada revista e o site possam renascer, com a mesma qualidade de antes.
Euro Oscar, autor deste site.


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