Revista Amaluz: Página 117


Linhas Ley e o Significado de Adão


Por Richard Leviton e Robert Coons


Parte 15 (de 16)


Geomancia de Adão

Assim Hermes nos passa de volta a bola. Como humanos devemos todos nos tornar geomantes para nossa Mãe, Gaia, e para nós mesmos, Adão.

No início do Tempo na Terra, o grande geomante Hermes chegou com os Elohim, os Filhos da Luz e os bíblicos "Gigantes da Terra," e estabeleceu o Calendário Megalítico Hermético Global — a Malha. Os Elohim fizeram também com que a psique humana ressoasse em harmonia com a Música das Esferas irradiada por meio de nossa Távola Redonda solar de 12 elementos local e recebida por muitos rádios da malha de pedra do templo. Isto aconteceu, supõe-se, na época da segunda Presença da Cúpula, pouco antes da encenação iminente do Drama dos Nove de Adão. O templo de Malha foi projetado para realizar a necessária ligação biopsíquica entre Céu e Terra, corporificada e vivida por Adão na Terra.

Dessa maneira, Adão e Gaia foram postos em equilíbrio, formando um laço inextricável, como manifestações e ancoragens homólogas da mesma espiral de Luz de fi fundamental. A psique humana foi ligada à Malha que, por sua vez, foi ligada, com o fim de receber som, como um holograma sônico do Logos Solar. A malha planetária e suas miniaturizações locais eram o modelo/projeto/orientação relativo à Casa, Iluminação e Paraíso. Por meio da Malha, Gaia e Adão foram mantidos em harmonia viva dentro do corpo maior do sistema solar.

Então, tivemos um começo maravilhoso. Depois de certo tempo, os Elohim/Gigantes e suas Cúpulas se foram. Estávamos por conta própria.

Geomantes humanos, treinados sob a orientação de Hermes, e em cooperação com o Reino Elemental, assumiram responsabilidade pela manutenção da Malha (que vale dizer, realmente, pela iluminação individual e coletiva), embora ainda pudessem contar com a assistência do Alto — primeiro, dos Elohim que tinham voltado à forma e moradia angélicas e, segundo, da rede extra-planetária amplamente difundida de Irmãos Espaciais benevolentes. A suposta civilização superior da Atlântida abrigava a Faculdade Planetária de Magnetismo da Malha que formou uma série de geomantes experientes. O Templo de Oralin atlante de 12 andares era a sede da geomancia, como um Pentágono das ciências magnéticas. Aqui os geomantes e técnicos em magnetismo realizavam análises ininterruptas das condições da Malha, campos de energia terrestres/solares monitorados, projetavam e instalavam vários instrumentos geomânticos de engenharia — tudo como parte de um programa global para manutenção de um sistema de Malha planetária harmonioso e profícuo em benefício de todos os seres. (18*)

Poderíamos interpretar esses técnicos de Malha atlantes ultracientíficos como os druidas informatizados arquetípicos, pois mesmo em épocas posteriores, depois do colapso da elevada cultura atlante, os legendários druidas conservaram a sabedoria da Malha, mantendo-a em equilíbrio. Os druidas realizaram a sintonia fina do Rádio da Terra em todos os Seus locais receptores/de dial de Cúpula e miríades de fios de transmissão. Os geomantes druidas mantiveram a biosfera de Gaia a zumbir com um fluxo estável de transmissões de energia de sustento, enriquecimento e desenvolvimento da vida vindas do Alto.

Os druidas e atlantes compreendiam bem o acordo recíproco. Com Hermes, Adão aprendeu a divinação da Terra, os segredos da geomancia. Mas de Adão, Hermes esperava a divinização recíproca da Terra por meio da aplicação inteligente e amorosa da geomancia. Por quê? Porque, em essência, este programa de manutenção recíproca levaria à iluminação mútua da Mãe Terra e do Filho Adão, que é o que os Elohim tencionavam, como parte do Plano Mestre, em relação a este experimento astrofísico em particular realizado na Terra. Gaia, por meio de Sua Malha, mantém nossa Estrela Resplandecente. Nós, por meio de nossa geomancia, mantemos a Estrela Resplandecente de Gaia.

Mas por que precisamos nos preocupar hoje, em nossa confortável sociedade ocidental de computadores pessoais, cartões de crédito e carros importados novos? Por que nos aborrecer com todas esta história antiga e grandiosidade idealista de um passado druida remoto? Porque muitos ciclos evolutivos interligados universais, galácticos, solares, planetários e humanos estão todos sincronicamente se realizando e concluindo neste final do século 20. Certas obrigações encarnacionais básicas com as quais todos os humanos de bom grado concordaram, há muito tempo, como condição para habitar a Terra, todas devem ser agora cumpridas. Não se trata de uma questão da "ira dos Deuses" ou de um "Jeová colérico e desgostoso." Trata-se de uma questão do relógio cósmico.Um grande ciclo está praticamente concluído. Coisas novas estão prestes a começar. Todas as antigas questões devem ser resolvidas depressa. Este tipo de teleologia da Malha assumirá um papel maior quando examinarmos mais dois aspectos da Malha.

O planeta Terra, na teoria dos chakras, é o Chakra da Raiz Muladhara no Corpo do Logos Solar. Se imaginarmos o sistema solar como uma imensa figura humana, a Terra localiza-se, fato importante, no escroto, como centro de energia da raiz. Na realidade, toda a Malha da Terra é um modelo orgânico de múltiplas camadas da dinâmica da energia de um chakra da raiz solar, funcionando para o Sol da mesma maneira que o monte Shasta funciona para Gaia. Qual a importância do chakra da raiz?

Dormindo dentro de Gaia está a Deusa Kundalini, a tremenda energia espiritual criativa e evolutiva que transfigura, quando ativada, todo o sistema de sete chakras — do humano, da Terra, do sistema solar. A Kundalini, segundo nos informam os textos hindus tântricos, é "Aquela que mantém todos os seres do mundo por meio de inspiração e expiração e (aquela) que brilha na cavidade do Lótus de raiz como uma série de luzes resplandecentes." Além disso, a Deusa Kundalini "é o receptáculo do fluxo contínuo de ambrosia que flui da Felicidade Eterna. É Seu brilho que ilumina todo este universo e este Caldeirão." (19*)

A sequência de abertura dos chakras vai de 2 a 7, então volta para a raiz, da qual a Kundalini desperta e surge numa explosão ígnea, como a serpente planando e as chamas se elevando do sushumna pelos chakras, iluminando tudo com uma luz divina que ultrapassa a resplandecência. Este é o potencial de Gaia e o papel que Dela se espera em nosso sistema solar local.


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Referências

(18*) - Alper, Dr. Frank, op.cit., volume 2.

(19*) - Avalon Arthur, The Serpent Power --The Secrets os Tantric and Shaktic Yoga, Dover Publications, New York, 1974.


Fonte

Textos publicados originariamente na revista Amaluz, que há mais de dez anos não tem sido editada, embora fosse uma ótima publicação. Permitiram estas minhas republicações aqui, pelo que fico imensamente grato. Faço votos de que a estimada revista e o site possam renascer, com a mesma qualidade de antes.
Euro Oscar, autor deste site.


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